Com o avanço da vacinação no mundo inteiro e com a diminuição de casos de Covid-19, alguns países já flexibilizaram as restrições e, com isso, as fronteiras estão reabrindo.

Confira abaixo os países que já estão aceitando brasileiros totalmente vacinados e planeje a sua próxima snow trip!

Suíça

Zermatt

França

Les Arcs

Espanha

Canadá

O Canadá reabrirá as fronteiras para brasileiros no mês de setembro.

Le Massif Charlevoix

Como emitir o certificado de vacinação através do ConectSUS

Para emitir o certificado de vacinação é muito fácil e prático. Confira o passo a passo clicando aqui.

Confira mais detalhes com a nossa equipe e programe a sua próxima snow trip!

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* Conteúdo atualizado no dia 25 de agosto de 2021. As informações podem mudar sem aviso prévio. Confira mais detalhes com a embaixada de cada país.

Apesar de ainda não haver um certificado internacional único de vacinação contra a COVID-19, o Ministério do Turismo e o Ministério da Saúde firmaram uma parceria para utilizar a plataforma ConecteSUS como certificado digital de vacinação nacional.

O documento substitui o cartão de papel e pode ser baixado por todos aqueles que já estão 100% imunizados.

Você pode realizar o acesso ao ConectSUS através do site ou então fazer o download do aplicativo no celular.

Confira abaixo o passo a passo para emitir o certificado de vacinação nacional através do app:

  1. Faça o download do aplicativo ConectSUS
  2. Insira os seus dados de login
  3. Acesse a aba “Vacinas”
  4. Clique em “Carteira de Vacinação Digital”
  5. Pronto! Para quem já está totalmente imunizado com alguma das vacinas aplicadas no Brasil, é possível gerar o certificado de vacinação em inglês, espanhol e português.

Para acessar o ConectSUS versão web, clique aqui.

Para fazer download do app em seu celular, clique aqui para acessar a Apple Store (sistema IOS) ou então clique aqui para acessar a Play Store (sistema Android).

Típica vila alpina, com chalés de madeira e ruelas onde carros particulares são proibidos, Zermatt tem o pico mais fotografado do mundo.

Com sua silhueta perfeita em forma de pirâmide, o Matterhorn, pico que estampa a embalagem do chocolate Toblerone, pode ser visto de toda parte no vilarejo de Zermatt. “O Matterhorn não integra a área esquiável da estação, mas você vê o monte enquanto esquia, e é realmente muito lindo, não tem como não se encantar”, conta Raquel Iendrick, snowboarder e apresentadora do canal OFF.

Raquel Iendrick
Snowboarder e apresentadora do canal OFF
© Evandro Rocha

Mas os encantos da cidadezinha dos Alpes suíços não se limitam ao mítico monte, que a cada verão atrai 3 mil montanhistas determinados a conquistar o cume de 4.478 metros. Com 145 pistas para todos os níveis de praticantes, a estação de esqui de Zermatt é uma das maiores da Europa. “São muitas pistas, é impossível percorrer todas em uma viagem só. Tem várias minivilas com chalés de madeira nos vales entre as montanhas, é um charme”, descreve Raquel. Segundo ela, a estação conta uma das melhores estruturas europeias de teleféricos, gôndolas e trenzinhos para acessar as descidas.

Geleiras nas alturas

Embora não seja a estação mais alta da Europa, Zermatt tem o teleférico com a maior altitude: 3.883 metros. Lá em cima, os glaciares são atrações mesmo para quem não é de esquiar. Além de subir ao mirante que oferece visualização em 360 graus, você ainda pode descer de elevador até 15 metros abaixo da superfície e chegar ao Palácio das Geleiras, com túneis e fendas, formações de gelo centenárias e esculturas glaciais. O passeio completo, com subida e visita à geleira, custa cerca de 80 euros.

© Pascal Gertschen/Divulgação/Zermatt

Esqui na fronteira

Zermatt fica na divisa da Suíça com a Itália, e há uma ligação por teleférico que chega até a estação de Cervínia, já em território italiano. “No topo da montanha há uma linha a separar os dois países. Dá para atravessar a fronteira esquiando”, diverte-se Raquel. Ela conta que os dois lados da montanha são bem distintos entre si: “No lado italiano você encontra comida típica e gente falando alto, enquanto no lado suíço as pessoas já são mais reservadas”. Para fazer a travessia é preciso comprar o passe que dá acesso a Cervínia.

Deslizar na neve virgem

Os de nível mais avançado podem fazer descidas na neve virgem. Depois de um sobrevoo que permite ver a real dimensão do paraíso que é Zermatt, o helicóptero deixa o atleta em um local sem demarcação de pista ou marcas de esqui. “Para esportistas de alto desempenho, é uma experiência maravilhosa”, conta Raquel. Outro esporte que chama atenção na vila é o curling, modalidade das Olimpíadas de Inverno com regras similares à bocha. Há uma pista profissional ao pé da montanha, que sedia o maior campeonato de curling ao ar livre da Europa.

© Pascal Gertschen/Divulgação/Zermatt

Cidade sem carro

A entrada de carros particulares é proibida em Zermatt — o acesso à cidade é por trem —, mas há táxis para atender os turistas. O charme mesmo é desfrutar das ruelas a pé. A rua principal concentra comércio e serviços para todos os bolsos. Brasileiros levam vantagem na comunicação porque a cidade tem uma colônia portuguesa numerosa, da qual muitos trabalham no turismo local.

Quanto ao trem até a cidade, Raquel garante não haver motivo para se preocupar, pois o transporte suíço facilita tudo. “Você pode despachar a mala direto para o destino final, não precisa carregar
a bagagem de um trem para outro”, explica a apresentadora.

© Pascal Gertschen/Divulgação/Zermatt

Fondue no Matterhorn

Mantendo a tradição dos Alpes suíços, fondue, queijo e chocolate são os atrativos da gastronomia local. E dá para saborear um fondue com vista para o Matterhorn. A refeição é servida a bordo de uma gôndola, que parte para o pico iluminado pelo sol poente. O prato principal é o tradicional fondue de queijo suíço com pães especiais e vinhos da região. O preço aproximado é de 90 euros.

Essa é só uma das experiências que a Zermatt Bergbahnen AG, a maior empresa de teleférico da Suíça, põe à disposição dos turistas. São várias as opções de passeio em que você pode aproveitar o melhor ângulo do monte para fazer aquela selfie de arrasar. O café da manhã na gôndola permite captar a luz dourada dos primeiros raios de sol sobre o pico nevado. O jantar ao pôr do sol se tinge do tom avermelhado do entardecer, deixando a sobremesa por conta da luz do luar, que realça o contorno inconfundível do Matterhorn ao cair da noite.

Esse conteúdo faz parte da revista do Point da Neve – Edição 6.

Lyon é o segundo destino mais visitado da França, perdendo apenas para Paris, e há pelo menos dez motivos por que os turistas tanto amam a cidade.

A menos de duas horas de viagem das principais estações de esqui francesas, Lyon é o segundo destino turístico mais visitado da França, e a cidade tem investido forte para ficar ainda mais encantadora aos olhos dos viajantes. Bairros industriais foram revitalizados e agora abrigam museus e restaurantes de design arrojado; acessos a sítios arqueológicos foram facilitados na parte histórica, chamada de Velha Lyon; e até os muros receberam intervenções artísticas para deixar a paisagem mais colorida.

“Fiquei apaixonado por Lyon. A cidade está oferecendo atrações comparáveis aos grandes destinos da Europa e é uma opção mais em conta que outros pontos de chegada aos Alpes, como Paris e Genebra”, diz o sócio e diretor do Point da Neve Cristiano Reis Simões. Ele aconselha uma parada de dois dias na cidade antes de subir a montanha, até para se aclimatar com a Europa e assimilar o fuso horário. O que fazer nesse tempo? Com ajuda de Cristiano Simões e do escritório de turismo Only Lyon, selecionamos dez experiências imperdíveis.

Cristiano Reis Simões
Sócio e diretor do Point da Neve
Crédito foto: © Ricardo Lage

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1. TRABOULES NA VIEUX LYON

© Brice Robert/Galery Lyon France

Capital da Gália nos tempos do Império Romano, e em 1998 incluída na lista de Patrimônio Histórico da Unesco, Lyon conta com um dos mais belos sítios arqueológicos romanos ainda existentes. Na Vieux Lyon (Velha Lyon) as ruas são estreitas, ideais para percorrer a pé. Além de prédios históricos e igrejas medievais, a parte antiga também abriga as traboules, passagens secretas construídas por entre edifícios datados do século XV a fim de facilitar o acesso dos moradores à água do rio, cortando caminho entre os extensos quarteirões. Hoje, são uma divertida atração para os turistas, permitindo acesso ao interior de prédios antigos e jardins escondidos. Durante a Segunda Guerra Mundial as passagens serviram como rota de fuga.

2. NOTRE-DAME DE FOURVIÈRE

© ventdusud/iStock

Suba a colina de Fourvière e aviste a bela cidade lá de cima, de onde, com tempo bom, a vista alcança até o Mont Blanc. No topo do morro fica a Basílica de Notre-Dame de Fourvière, símbolo de Lyon. Construída entre 1872 e 1884 em homenagem à Virgem Maria, a arquitetura da igreja, de Pierre Bossan, tem inspiração nos estilos romano e bizantino, dois modelos não-góticos, escolhas incomuns na época.

3. THÉ TRE ANTIQUE

© Franck Chapolard/Galery Lyon France

Perto da basílica estão as ruínas do Théâtre Antique, um anfiteatro romano com mais de dois mil anos. Abandonado no fim do Império Romano, o teatro foi completamente enterrado à época da Idade Média e caiu no esquecimento até ser redescoberto no final do século XIX. Hoje forma um sítio arqueológico emblemático da antiga Lyon, onde está instalado o Lugdunum, museu que conserva relíquias da civilização galo-romana, como estátuas, joias e objetos do cotidiano daqueles tempos.

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4. CUBO LARANJA

© Brice Robert/Galery Lyon France

No passeio à margem do rio Saône chama atenção o antigo porto Rambaud com seus edifícios industriais revitalizados. Um dos pontos mais fotografados é o Cubo Laranja, projetado por Jakob + Macfarlane Arquitetos, destacando-se em meio à paisagem por seu formato e cor. Antes um bairro de aspecto pouco convidativo, a transformação do La Confluence foi coroada com a inauguração do Musée des Confluences, que se propõe contar a história do homem na Terra. No último andar do imponente prédio de vidro e aço encontra-se um bar com mesinhas ao ar livre. Com a mesma proposta, o Centro Cultural La Sucrière, ocupando uma antiga fábrica de açúcar, recebe exposições e conta com o bar Le Sucre no topo.

5. GASTRONOMIA

© Emmanuel Auger/Galery Lyon France

Obrigatória é a visita ao Les Halles de Lyon Paul Bocuse. Trata-se do mercado público local, onde você pode ir comer queijo Saint-Marcellin e outras iguarias típicas da região, tais como salames, escargots e pralines. E, sendo o nome de Paul Bocuse o mais famoso dentre numerosos grandes chefs locais, a gastronomia não poderia deixar de ser um atrativo irresistível da cidade. Lyon tem quatro mil restaurantes. Isso mesmo: quatro mil! Com uma oferta gastronômica tão copiosa por toda parte, é possível encontrar desde estabelecimentos de alta gastronomia com lista de espera de um ano até restaurantes estrelados do Guia Michelin a preços acessíveis.

6. FÊTE DES LUMIÈRES

© Brice Robert/Galery Lyon France

Como forma de agradecimento à Virgem Maria por ter poupado Lyon da peste negra na Idade Média, realiza-se todo ano, desde 1643, a Fête des Lumières. No início, os moradores acendiam uma vela a 8 de dezembro — dia de Nossa Senhora Imaculada — para agradecer, mas com o passar dos séculos a homenagem se tornou um festival que dura quatro noites e atrai cerca de quatro milhões de visitantes todos os anos para ver a cidade toda iluminada.

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7. MURAIS URBANOS

© BFranck Chapolard/Galery Lyon France

Numa ação proposta pela prefeitura, que tinha como objetivo dar mais cor a Lyon, surgiu o Fresque des Lyonnais Célèbres. É um painel localizado às margens do rio Saône que homenageia 31 celebridades locais, entre elas Antoine de Saint-Exupéry e seu Pequeno Príncipe, os irmãos Lumière e o chef Paul Bocuse.

8. ORLA DO RHÔNE

© Tristan Deschamps/Galery Lyon France

Lyon oferece vários serviços de locação de bicicleta. A estrutura às margens do rio Rhône é ideal para pedalar e sentir a atmosfera da parte revitalizada da cidade. A pausa pode ser a bordo de uma das muitas barcaças ancoradas ao longo da orla. No trajeto, também dá para estacionar no Tête d’Or Park, o maior parque urbano da França. Com mais de 100 hectares, conta com zoológico, jardim botânico e belíssimas obras de arte. É o Central Park de Lyon.

9. IRMÃOS LUMIÈRE

© Brice Robert/Galery Lyon France

A Rue du Premier Film (Rua do Primeiro Filme), no bairro de Monplaisir, foi o cenário do primeiro filme da história, intitulado La sortie des usines Lumière. A poucos passos dali, na antiga casa da família, você será informado sobre a vida de Auguste e Louis Lumière, pioneiros do cinema, e conhecer

10. BUTIQUES DE SEDA

© Maxime Brochier/Galery Lyon France

Outra tradição lionesa é a indústria da seda. Croix-Rousse é um bairro muito antigo, que era habitado por trabalhadores da seda conhecidos como canuts. Até hoje a região abriga butiques onde você pode comprar artigos de seda pelo preço do fabricante, além de conhecer todo o processo de tecelagem.

Esse conteúdo faz parte da revista do Point da Neve – Edição 6.

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Se não está habituado ao frio extremo e vai partir pela primeira vez para uma snowtrip, o provável é que você se preocupe em comprar um bom casaco de neve. Mas calma lá! “O que realmente mantém o corpo aquecido é o que você veste debaixo do casaco”, adverte Rodrigo Marins, diretor da Solo, empresa especializada em roupas para esportes ao ar livre há 20 anos no mercado.

Vestir-se para a neve requer pensar em três camadas — o que não necessariamente significa três peças de roupa. Tudo depende da intensidade do clima a ser enfrentado. A dica de ouro para snowtrippers é investir nas camadas de base. E isso vale da cabeça aos pés: meias de algodão não colaboram para manter os pés aquecidos.

“A roupa não precisa ser grossa, precisa manter o corpo seco”, sintetiza Marins. Portanto, para a neve não é recomendável algodão. São mais apropriados os materiais sintéticos, como o poliéster e a lã merina, um tipo de lã específico de ovelhas originárias da Europa.

Confira as técnicas de vestuário para manter o corpo quentinho sob temperaturas abaixo de zero.

Ilustração: Filipe Borin

Ilustração: Filipe Borin

Ilustração: Filipe Borin

Ilustração: Filipe Borin

Ilustração: Filipe Borin

Esse conteúdo faz parte da revista do Point da Neve – Edição 6.

Com 300 dias de sol por ano, Alpe d’Huez é o destino ideal para uma experiência encantadora na montanha. Belas paisagens, ótima estrutura para esquiar e um novo village 4 tridentes do Club Med são atrações.

A posição geográfica privilegiada nos Alpes franceses rendeu a Alpe d’Huez o apelido de Île au Soleil (Ilha ao Sol). São 300 dias de sol por ano, que iluminam 250 km de pistas, para todos os níveis esportivos. “Apesar de a montanha de esqui ficar de costas para o sol, onde o gelo derrete menos, esquiar num dia ensolarado é maravilhoso, pelo contraste marcante da neve com o céu azul”, descreve o sócio e diretor do Point da Neve Cristiano Simões.

O cenário deslumbrante é um dos trunfos de Alpe d’Huez, que tem a pista preta mais extensa do mundo, a La Sarenne, com 16 km. Para Cris Simões, só a subida até o Pic Blanc, a 3.330 metros de altitude, já é uma experiência visual recompensadora. “É um passeio lindíssimo, que não se restringe apenas aos mais experientes. Também esportistas de nível intermediário podem descer a La Sarenne. E lá do alto a gente tem uma visão panorâmica de toda a cadeia de montanhas”, conta.

© Divulgação/Club Med

© Divulgação/Club Med

© Divulgação/Club Med

Resort 4 tridentes

Sendo o sol um dos grandes ativos de Alpe d’Huez, o novo resort 4 tridentes do Club Med proporciona aos hóspedes deques abertos e espaços envidraçados que permitem admirar os tons rosados do céu ao cair da tarde. “O village conta com um ambiente aconchegante e acolhedor que incorpora o espírito da montanha, com ampla variedade de serviços e experiências para todas as idades”, resume Adriane Costa, executiva de contas Lazer Região Sul do Club Med.

Recém-reformado, o Club Med Alpe d’Huez recebeu investimento de 100 milhões de euros. Agora, tem mais quartos e quartos maiores, incluindo oito suítes, piscina aberta e coberta para adultos e crianças, quatro kids clubs com programação para crianças desde os quatro até os 17 anos, além de adega, lounge, bares e restaurantes.

Adriane Costa, executiva de contas Lazer Região Sul do Club Med (Arquivo pessoal)

© difught/iStock

Facilidades para esquiar

No Club Med Alpe d’Huez, que opera em sistema ski-in/ski-out, o hóspede não precisa nem esperar pelo equipamento, que já fica disponível no armário de esqui individual, e o check-in é digital. Há instrutores preparados para orientar crianças e adultos em suas primeiras manobras na neve. Além de toda a estrutura que o novo resort do Club Med oferece, o vilarejo de Alpe d’Huez conta com diversas opções de lazer, como o sledding (um tipo de trenó) bem próximo ao village, e também uma pista de patinação no gelo.

Balada e gastronomia

No alto da montanha há um bar da rede La Folie Douce, tradicional ponto de encontro de esquiadores, com direito a drinques e balada. O diferencial em relação a estabelecimentos da franquia em outras estações é que em Alpe d’Huez o bar é acessível também para pedestres, que podem chegar de teleférico. “É muito frequentado por jovens e a saída acaba proporcionando cenas engraçadas, com clientes para lá de alegres. Os que exageram um pouco mais na bebida são impedidos de descer esquiando e a própria equipe do bar os encaminha para a gôndola”, diverte-se Cris Simões.

Para quem busca uma refeição diferente no alto da montanha, há o La Fruitière, comandado por Christophe Aribert, chef com duas estrelas Michelin. O menu revisita produtos locais num ambiente com decoração inspirada em antigas cooperativas de laticínios.

© Divulgação

© Divulgação

Bike nos Alpes

Considerada uma das passagens míticas do Tour de France, Alpe d’Huez é um paraíso para amantes de ciclismo. E não é só pela paisagem de tirar o fôlego. A subida desde Bourg d’Osians, a 717 metros acima do nível do mar, até Alpe d’Huez, que fica a 1.860 metros, é uma das mais duras do circuito. São 21 curvas ao longo de quase 14 km de elevação, com 8% de inclinação e picos de 14%.

Realizado desde 1903, entre os meses de junho e julho, o Tour de France percorre 3.470 km pelo país durante 20 dias. Para a edição 2020, que foi realizada em setembro por conta da pandemia, os organizadores pouparam os atletas da lendária subida de Alpe d’Huez, mas a paixão pela bicicleta segue firme e forte na região, com seus muitos pontos de interesse que remetem à competição e as dezenas de trilhas sinalizadas para pedalar, incluindo modalidades extremas, como enduro, cross country e mountain bike.

© Razvan/iStock

Como chegar

Você pode ir a Alpe d’Huez a partir de três aeroportos: Grenoble e Lyon, na França, e Genebra, na Suíça. Lyon é uma ótima opção para aliviar o bolso, pois os serviços são mais em conta que os demais acessos — sem contar que você pode aproveitar para conhecer os encantos da cidade mais visitada da França depois de Paris.

Club Med La Rosière

A partir de dezembro de 2020, o Club Med La Rosière passa a ser mais uma opção para quem for esquiar nos Alpes franceses.
A 1.850 metros de altitude, situando-se entre o Vale Tarentaise e o Vale d’Aosta (este pertencente à Itália), o novo village será repleto de varandas com vista panorâmica. Dentro e fora da estação de esqui, que fica numa área de proteção ambiental, os hóspedes encontrarão antigas casas alpinas, com arquitetura em madeira e pedra. “Será um espaço com serviços premium e facilidades para todas as idades, reforçando a presença do Club Med na região dos Alpes franceses”, projeta Adriane Costa, executiva de contas Lazer Região Sul do Club Med.

 

Esse conteúdo faz parte da revista do Point da Neve – Edição 6.

Nascido em Lyon, cidade dos Alpes franceses conhecida como a capital mundial da gastronomia, Paul Bocuse revolucionou a alta cozinha ao valorizar ingredientes regionais em suas receitas. Conheça a história da culinária lionesa, referência na França há mais de dois séculos, e saiba por que Bocuse é o chef dos chefs.

Não é de hoje que Lyon conquista viajantes pelo paladar. A fama vem desde o século XIX, quando os transportes facilitaram as viagens e os guias turísticos ganharam espaço no mercado editorial, com artigos elogiosos aos restaurantes da região alpina. Mas o principal responsável por elevar o respeito internacional à culinária lionesa até o ponto da reverência foi Paul Bocuse, herdeiro de duas famílias atuantes na gastronomia local desde o século XVIII.

Bocuse morreu em 2018, aos 91 anos, em Lyon, cidade onde nasceu. Aclamado pela crítica especializada como o “chef do século”, foi um dos principais expoentes da nouvelle cuisine (nova gastronomia, em tradução livre), que mudou a história da alta cozinha por realçar o sabor natural dos alimentos e caprichar na apresentação dos pratos. São receitas para “comer com os olhos”, valorizando ingredientes frescos e da época, tônica do que hoje se chama cozinha contemporânea.

“Paul Bocuse falou da cuisine du marché [cozinha do mercado, em tradução livre] e da cozinha regional quando todos só falavam de cozinha internacional. Ele foi à mídia e gritou isso sem cansar”, destaca o também francês Laurent Suaudeau, que tem sua própria escola de gastronomia em São Paulo, mas iniciou a carreira, ainda na França, guiado por Bocuse.

Laurent Suaudeau – Chef de cozinha (Divulgação/Laurent Suaudeau)

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(Divulgação/L’Auberge du Pont Collognes)

(Divulgação/L’Auberge du Pont Collognes)

Arte no prato

Nos anos 1980 grandes chefs estrangeiros abriram casas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Um deles foi Paul Bocuse, que fundou o Le Saint-Honoré, no hotel Le Méridien, em Copacabana, com Laurent Suaudeau, então com somente 23 anos, no comando da cozinha. “Foi ele que me escolheu para a equipe que viria ao Brasil. A princípio, seria por seis meses; agora já são 40 anos!”, diverte-se o chef.

À frente do já extinto Le Saint-Honoré, o aluno seguiu “voo próprio”, como ele diz, mas sempre apoiado e aconselhado pelo mestre. “Bocuse era muito mais do que um chef. Estava sempre próximo de seus fornecedores. Era um homem visionário, vivia com uma máquina fotográfica na mão quando ainda não existia celular com câmera”, conta.

Suaudeau ressalta que Bocuse usava a máquina para registrar o dia-a-dia dentro e fora da cozinha, mas que o gosto por fotografia pode estar por trás da obsessão de Bocuse pela plasticidade dos pratos — muito antes do Instagram. Investir numa apresentação apetitosa é mandamento inquestionável para qualquer chef que almeje destaque nos dias de hoje. O chef brasileiro Luiz Filipe de Souza, que comanda o restaurante italiano Evvai, em São Paulo, nota: “Foi Paul Bocuse quem difundiu o modo como servimos o prato, mas ele foi ainda maior fora da cozinha, tendo sido o grande responsável pela valorização do trabalho do cozinheiro”.

Souza foi um dos 24 finalistas do Bocuse d´Or 2019, um dos mais disputados concursos de gastronomia do mundo. Mesmo comandando um restaurante italiano, ele percebe a influência de Bocuse no seu modo de servir. “A forma como pensamos o empratamento ainda é um pilar trazido da nouvelle cuisine, que transcendeu qualquer nacionalidade. Diversas técnicas que aprendi durante o Bocuse d´Or vão e vêm entre os menus do Evvai”, observa o jovem chef, de 29 anos.

Luiz Filipe de Souza – Chef de cozinha (Foto: Tadeu Brunelli)

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(Divulgação/L’Auberge du Pont de Collognes)

Sabor de casa

O apreço pelo tempero regional na cozinha lionesa fez história muito antes do nascimento de Bocuse. As primeiras cozinheiras de Lyon, chamadas de mères (mães), mantinham pequenos restaurantes com típico sabor caseiro. Mère Guy, que já em 1759 preparava um ensopado de enguia muito comentado, ficou marcada na história regional. A fama se estendeu quando, no século seguinte, a neta de Guy recebeu a imperatriz Eugênia de Montijo, esposa do imperador Napoleão III, no restaurante reformado da avó.

Algumas “mães” foram dignas de estrela, como Mère Fillious, que em finais do século XIX servia uma deliciosa ave trufada, e sua aluna Eugénie Brazier, que veio a receber duas vezes três estrelas no Guia Michelin, principal reconhecimento da crítica gastronômica francesa. As mères mantiveram as melhores mesas de Lyon até por volta dos anos 1960, quando começaram a dividir a cena com grandes restaurantes. Dos pioneiros, o Brasserie Georges, fundado em 1836, é hoje o mais antigo ainda em atividade.

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Banquete presidencial

Uma das principais invenções de Paul Bocuse foi preparada pela primeira vez em 1975, durante um jantar na residência oficial do presidente francês Valéry Giscard d’Estaing, em Paris, quando Bocuse foi homenageado como comendador da Legião da Honra. A receita leva caldo de carne, trufas negras, vinho branco, foie gras, cenoura, cebola, salsão, carne cortada em pedaços finíssimos, pitadas de sal marinho e pimenta-do-reino. O toque final é uma crosta de massa folhada que preserva o calor e os aromas. O prato foi batizado de soupe aux truffes VGE, sopa de trufas VGE, em referência às iniciais do ex-presidente.

A sopa é servida até hoje em Lyon, em restaurantes como o L’Auberge du Pont de Collonges, o mais tradicional do grupo Paul Bocuse. “O restaurante não perdeu o brilho após a morte do chef. Há uma equipe muito competente e comprometida dando impulso ao legado que ele deixou”, pontua Laurent Suaudeau, que esteve em Lyon em novembro de 2019.

Institut Paul Bocuse (Divulgação/Institut Paul Bocuse)

Institut Paul Bocuse (Divulgação/Institut Paul Bocuse)

Legado preservado

Lyon também é sede do Instituto Paul Bocuse de Gastronomia, que atrai estudantes das mais diversas nacionalidades. O instituto tem duas escolas, uma no centro de Lyon e a outra na cidade vizinha de Écully. Pode-se reservar mesas nos restaurantes da escola, onde os alunos preparam os pratos seguindo os ensinamentos do maior dos chefs lioneses. 

Uma das discípulas bocusianas atualmente mais notáveis em Lyon é brasileira. Natural do Rio de Janeiro, Tabata Mey já era conhecida por servir bufês de alto nível à elite lionesa, até ser descoberta por Christophe Muller, chef executivo do grupo Paul Bocuse que a levou para a cozinha do Collonges com o intento de prepará-la para concorrer ao Meilleur Ouvrier de France (prêmio conferido em várias categorias de trabalho manual). Tabata chegou até a semifinal. Meses depois, foi escolhida pelo próprio Bocuse para comandar seu novo restaurante, o Marguerite, em 2013. Foi a primeira mulher a chefiar uma cozinha de Bocuse. Hoje, ela comanda sua própria cozinha em Lyon, ao lado do marido, Ludovic Mey, no restaurante Les Apothicaires. A veneração a Paul Bocuse é tamanha que Tabata tatuou a assinatura do chef no punho direito.

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Cozinhe como um chef

Um dos principais ensinamentos de Paul Bocuse foi sintetizado pelo guia Gault et Millau, publicação especializada na nouvelle cousine, em uma frase: “Evitar complicações inúteis e descobrir a estética da simplicidade”. Confira outros segredos do chef para servir bem.

Giro gastronômico em Lyon 


L’Auberge du Pont de Collonges

(Divulgação/L’Auberge du Pont de Collonges)

O restaurante mais tradicional da rede de Bocuse se mantém há 40 anos com três estrelas Michelin.
As mesas são concorridas, é preciso reservar lugar com dois meses de antecedência, e o preço gira em torno de 200 euros por pessoa.
40 Rue de la Plage, 69660
Collonges-au-Mont-d’Or

Instituto Paul Bocuse

(Divulgação/Institut Paul Bocuse)

Na escola de gastronomia que atrai estudantes das mais diversas nacionalidades, há três restaurantes em que os alunos preparam o menu. O instituto tem duas sedes, uma no centro de Lyon e a outra na cidade vizinha Écully, a cerca de 10 km de Lyon.
L’Institut Restaurant
20 Place Bellecour, 69002 Lyon
Saisons Restaurant
Expérience Restaurant
1A Chemin de Calabert, 69130 écully

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Marguerite

Instalado em uma mansão do início do século XX que pertenceu a Auguste Lumière, um dos irmãos criadores do cinema, serve pratos executivos no almoço, degustações de doces e salgados com harmonizações de bebidas à tarde, e cozinha requintada à noite. Uma refeição custa cerca de 30 euros. Quando fundado, foi chefiado pela brasileira Tabata Mey, a convite de Bocuse.
57 Avenue des Frères Lumière, 69008 Monplaisir

Brasserie Georges

(Divulgação/Brasserie Georges)

Fundado em 1836, é hoje o mais antigo restaurante da cidade. Serve pratos típicos, incluindo a famosa salsicha de Lyon com pistache. Também fabrica sua própria cerveja, uma tradição desde a fundação do restaurante. O menu oferece opções a partir de 20 euros.
30 Cours de Verdun, 69002 Perrache

Brasseries Paul Bocuse

As brasseries são um clássico de Lyon, com pratos simples e ambientes despojados. A rede Paul Bocuse tem uma em cada canto da cidade, literalmente: Le Nord, Le Sud, L’Est, L’Ouest. Em todos eles, aos domingos, o menu do chef é servido a 32,90 euros.
Le Nord
18 Rue Neuve, 69002 Lyon
Le Sud
11 Place Antonin Poncet, 69002 Lyon
L’Ouest
1 Quai du Commerce, 69009 Lyon
L’Est
14 Place Jules Ferry, 69006 Lyon

Les Apothicaires

(Divulgação/Les Apothicaires)

Chefiado a quatro mãos pela brasileira Tabata Mey, discípula de Bocuse, e o marido francês, Ludovic Mey, o menu do almoço no Les Apothicares muda toda quarta-feira, conforme os ingredientes de cada época. Já o jantar é revisado todo mês. O valor aproximado é de 70 euros.
23 Rue de Sèze, 69006 Lyon

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Esse conteúdo faz parte da revista do Point da Neve – Edição 6.

Uma ótima notícia para os apaixonados por neve: com as fronteiras recentemente reabertas, agora os brasileiros não precisam mais fazer quarentena ao entrar no Chile!

Aproveite para ver pacotes de neve para o Chile

A novidade passou a valer desde o dia 08 de dezembro de 2020. Por ora, a entrada de brasileiros no Chile deve ser feita pelo Aeroporto Internacional de Santiago. Sem a necessidade de quarentena, o viajante pode ingressar no destino apresentando um teste PCR negativo e um seguro saúde que cobre gastos associados à Covid-19, com uma cobertura total mínima de US$ 30.000. Também é necessário preencher alguns formulários na chegada.

A quarentena já está suspensa para Santiago e cidades próximas, com os demais destinos também preparando-se para essa reabertura. Esse é um bom momento para ir planejando com antecedência e segurança a sua snowtrip 2021 para o Chile! Para isso, conte com o total suporte do consultor do Point da Neve, que irá te auxiliar em todas as etapas e trazer atualizações quanto aos destinos e suas regras.

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Fonte: Melhores Destinos.

Mais do que nunca, o mundo está passando por grandes mudanças. Adaptando-se à nova realidade e prezando pelas snowtrips que tanto amamos, o Club Med implementou novas medidas para que você possa curtir as suas férias nos alpes com tranquilidade.
Conheça alguns dos cuidados do Club Med Europa na Pandemia para recebê-lo com segurança em seus resorts de neve na Suíça, Itália e França, sem perder o espírito e conforto que já conhecemos.

Digitalização

Que tal adiantar alguns processos digitalmente? Com o Easy Arrival, você pode antecipar o check-in do Club Med e informar tamanhos de esqui ou snowboard para que a equipe já deixe o material pronto no seu locker, evitando filas na chegada. Através dele, é possível também cadastrar seus filhos no mini club ou no baby club antecipadamente, tudo de forma digital! Além de ser mais seguro, você evita preocupações de última hora.

Club Med Alpe d’Huez, na França

Higienização

Higiene e limpeza sempre foi uma preocupação do Club Med, mas pensando na segurança da equipe e dos hóspedes na Pandemia, a atenção foi para os mínimos detalhes.
Os equipamentos de esqui e snowboard serão frequentemente higienizados e haverá reorganização dos fluxos para evitar aglomeração no ski room.
Para assegurar-se de que todas as medidas estejam em prática, cada resort contará com um higienista, que estará a cargo do gerenciamento das ações de prevenção e controle. Ainda assim, cada empreendimento terá uma área dedicada ao monitoramento e isolamento de casos suspeitos de Covid-19. Também haverá um médico ou enfermeiro disponível 24 horas nos resorts.

Proteção

A equipe do Club Med Europa está equipada para receber os hóspedes com todos os cuidados na Pandemia. O uso de máscara é obrigatório para os funcionários, além do uso de luvas durante qualquer preparação de alimento ou processo de limpeza.
Para as refeições serem ainda mais seguras e confortáveis, o bufê será substituído dando preferência a pratos montados. A capacidade de atendimento será reduzida, mas para garantir o distanciamento entre as mesas, o tempo em funcionamento será maior.

Confira o infográfico abaixo para conhecer mais alguns dos cuidados dos resorts do Club Med Europa na Pandemia:

 

Nós, do Point da Neve, ficamos muito felizes em ver o mundo da neve adaptando-se à essa nova realidade, garantindo que as snowtrips sejam seguras e tranquilas, sem que o espírito da montanha seja perdido.
Ficou com vontade de curtir um resort de neve all-inclusive do Club Med na Itália, Suíça ou França? Conte com o Point!

Confira os pacotes para o Club Med Europa

Uma pergunta aos entusiastas da neve: e se tivéssemos uma forma nova e mais moderna de subir as montanhas? Se você pudesse explorar picos que nunca pensou que conheceria antes, experimentando powders perfeitos e intocados? A Amazon pegou esse questionamento e o transformou em uma ideia inovadora, projetando o “drone skilift”.

O projeto patenteado pela Amazon começou a ser desenvolvido com o intuito de melhorar as entregas dos produtos da empresa a partir de drones com grande autonomia e capacidade de transportar bastante peso. Durante o período de desenvolvimento – iniciado em 2013 -, percebeu-se a possibilidade de utilizar a mesma tecnologia como uma forma de meio de elevação aos snowboarders e esquiadores. Sendo controlado por smartphone, a ideia é o drone estender uma corda ao rider, que será levado até o pico escolhido. Assim, além da maior praticidade, poderemos explorar partes da montanha que nem imaginávamos antes, curtindo um snow ou um sessão de esqui com novas paisagens e uma neve fresquinha.

 

A invenção ainda não saiu do papel, mas já estamos animados para um dia experimentar essa nova forma de ski lift. Essa é mais uma das incríveis inovações que podemos acompanhar no mundo da neve, que está sempre se reinventando e combinando o tradicional que já amamos com o “novo” que nos deixa entusiasmados. Não vemos a hora de explorar novos picos e possibilidades!

Fonte: Snowaddicted.